sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Notícias

RCS anima Bloco da Prevenção no Carnaval 2009

"Vestiu uma camisinha listrada e saiu por aí" - o bloco do Sindicato dos Bancários – fará seu desfile de carnaval no dia 20 de fevereiro. O Bloco, também conhecido como Bloco da Prevenção, tem a parceria do CEDAPS e do Fórum de ONG/Aids do estado do Rio de Janeiro e o apoio da Gerência de DST/Aids - SESDEC/RJ. Como acontece há 10 carnavais, lideranças comunitárias da cidade do Rio de Janeiro e da Região Metropolitana também vão participar do Bloco, trazendo energia e animação.

A concentração do Bloco será às 17h na Candelária e o desfile está previsto para começar às 18h. Durante todo o trajeto até a dispersão na Cinelândia, os integrantes da Rede de Comunidades Saudáveis e das afiliadas ao Fórum de ONG/Aids distribuirão camisinhas e materiais informativos sobre prevenção das DST/Aids aos foliões.

A rainha do Bloco neste ano será Anne Carolinne Delfim (embaixo, à esquerda), irmã da agente de prevenção Janice Delfim (PROA/RCS). A faixa de rainha será passada para Anne por Kakau Moraes (na foto com a bandeira), que desfilou durante três anos no Bloco da Prevenção.
Fonte do site: http://www.cedaps.org.br/ em 19 de fevereiro de 2009.

sexta-feira, 4 de julho de 2008
















Foto do desfile da Daspu Realizada no dia 26 de junho de 2008 no VII Congresso Brasileiro de Prevenção.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Congresso Brasileiro de Prevenção.




Líderes da Rede de Comunidades Saudaveis se fizeram presentes no VII Congresso Brasileiro de Prevenção em Florianópolis Santa Catarina nos dias 25 a 28 de Junho.
Foi uma grande troca e esperamos que a construção da carta do Forum Aids e comunidades papulares de um grande salto para nossas ações.
Para que vcs possam esta atentos a todo conteúdo segue abaixo a carta.

RECOMENDAÇÕES DO FÓRUM DE COMUNIDADES: TECENDO A REDE DAS INICIATIVAS COMUNITÁRIAS PARA O FORTALECIMENTO DE NOVOS SUJEITOS, NOVOS CUIDADOS E NOVOS TERRITÓRIOS NA LUTA CONTRA A AIDS E OUTRAS DSTs.
Reunidos no dia 25 de Junho de 2008 no VII Congresso Brasileiro de Prevenção, representantes de comunidades e movimentos populares que trabalham pela prevenção da Aids e a promoção da saúde em favelas, periferias, assentamentos, ocupações, quilombos, aldeias, populações atingidas por barragens e populações ribeirinhas gostaríamos de reafirmar que:
Realizamos um trabalho no local de moradia e de convivência social das camadas populares no Brasil, que precisa ser valorizado e reconhecido para o enfrentamento das vulnerabilidades estruturais dentre estas a pobreza, o racismo, a falta de trabalho e renda, a baixa escolaridade, ausências de serviços básicos, condições de moradia inadequadas, a violência urbana e a violação de direitos humanos, muitas vezes causada pelo próprio Estado brasileiro.
Nesse território há a convergência de fatores negativos que promovem a maior vulnerabilidade da população, mas há também inúmeras iniciativas voluntárias que foram sendo construídas ao longo dos anos de luta dos movimentos e construção da resposta brasileira.
Reconhecemos que todos os segmentos sociais afetados pela epidemia encontram-se neste território e que a abordagem de prevenção deva então ser contextualizada e integrada.
Afirmamos que este trabalho de prevenção já existe e vem sendo realizado em inúmeras comunidades populares no Brasil de forma voluntária, contando com a solidariedade e o compromisso político das comunidades e movimentos populares sem recursos para realização do trabalho e em alguns estados contando apenas com apoios pontuais.
Recomendamos que seja elaborado de forma participativa um Plano Nacional para o enfrentamento das DST/Aids em comunidades populares, tendo como eixos:
Implantar uma política de prevenção de base territorial em que comunidades, os municípios e o estado focalizem suas próprias realidades sociais, culturais e políticas.
Facilitar e garantir o acesso aos insumos de prevenção considerando as comunidades mais distantes dos centros urbanos e a diversificação dos insumos (preservativos masculinos, femininos, gel) oferecidos a população. Bem como facilitar o acesso ao diagnóstico precoce (teste rápido e outros) e em especial, a medicação anti-retroviral.
Garantir que editais de seleção lançados pelo PN DST/Aids, secretarias estaduais e municipais sejam acessíveis pelas organizações de base comunitária e os movimentos populares, bem como editais para fortalecimento das redes de comunidades e movimentos populares na luta contra a Aids.
Considerar a importância da interface entre os diferentes programas governamentais dentro do setor saúde e de outros ministérios e secretarias, em especial no que se refere às políticas sociais de combate a desigualdade.
Constituir formalmente um espaço de diálogo entre a atenção básica e as organizações de base comunitária e movimentos populares para entre outros aspectos garantir a humanização dos profissionais e equipes de saúde para trabalhar com as demandas e necessidades contando com a participação das comunidades.
Incorporar as iniciativas comunitárias à lógica da atenção básica sem burocratizar.
Garantir maior articulação e troca de experiências entre as redes de comunidades e movimentos populares na luta contra a Aids e os Fóruns Estaduais de ONGs/Aids.
Reconhecer o trabalho dos ativistas, multiplicadores, educadores e/ou agentes de prevenção (que já passaram por muitas capacitações) e realizam trabalho voluntário no território, sem apoio há mais de 10 anos.
As comunidades e movimentos populares também fazem parte da resposta brasileira à epidemia de HIV/Aids. Sendo assim, nos incluímos COMUNIDADES – MUNICIPIO – MUNDO.
Movimentos Presentes: Movimento de Atingidos por Barragens (MAB); Indígenas, Quilombolas, Articulação das Mulheres Negras Nzinga MG e Malunga GO, CENIERJ, Central de Movimentos Populares; MOPS; Conselho Nacional de Seringueiros; Rede de Comunidades Saudáveis da Bahia e do Rio de Janeiro; Conselho de Gestores Comunitários (CONGESCO); GT Aids e Comunidades Populares do Fórum de ONGs/Aids do Rio de Janeiro.

Fonte Cedaps.
Email: danielle@cedaps.org.br


Postado por Kakau Moraes

terça-feira, 6 de maio de 2008

Meu coração esta na favela.

Logo concluo o texto e todos terão o prazer de saber como é morar em uma favela.

Aguardem..

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Meus pés estão no chão de Rio das Pedras.





Em 1998 eu vim morar na comunidade de Rio das Pedras, nada foi por o caso acredito que tinha que ser.
Eu cheguei aqui deprimida sem destino e sem muitas expectativas.
Após uma separação planeja.
O mundo cai sobre a minha cabeça.
Eu nunca deixei os homens me moldarem e isso sempre foi um conflito, entre pais, amigos e parentes.
Cresci com a consciência, que atitude na vida sempre será tudo.
Chorei muito em Rio das Pedras, mais também sorri e aprendi.
Aqui costumo atualmente dizer que é meu lar me sinto segura e aprendi que na vida somos o que queremos ser e o que planejamos.
Rio das pedras é uma comunidade que dá oportunidade da gente crescer como ser humano.
Quando eu cheguei aqui fui vender sapatos alías foram eles que me trouxeram aqui.
Logo muitas coisas me incomodaram, e muitas coisas fui achando que poderia fazer,
Se o homem é aquilo que ele quer ser, a comunidade deve ser a melhor possível, porque sempre queremos o melhor para nós.
Hoje eu quero mostra a comunidade, mais de forma a vocês poderem perceber que a diferença sempre contribui com o meio em que vivemos.
Eu sou Brasileira mãe de três filhos separada duas vezes e estou namorando, eu vivo tentando.
Rio das Pedras me tornou mais humana mais mulher mais feliz!
Foi aqui que descobri que poderia ser Educadoras Social, Mediadora, Cantora, compositora e brigadista além de logo ser uma comunicadora formada.
Diante disso vi, que poderia fazer, mais sou da REDE DE COMUNIDADES SAUDAVEIS.
Desenvolvo ações de prevenção as DST/AIDS. Minha felicidade é contribuir com a saúde e o bem estar desse povo que me acolheu.
Nascida no dia 27 de junho de 1970 tenho 37 anos bem vividos sou bem resolvida canceriana e quero mostrar a vocês que a comunidade que eu moro luta contra a AIDS, com dificuldades sim mais lutamos.
Essa e a comunidade que me deixa entrar sair, viver amar intensamente ser feliz e é assim que eu retribuo.
Distribuindo preservativos mobilizando as pessoas prevenindo.
Que as pessoas possam sempre ter a oportunidade de ter informação já que isso é um direito.
Sou Kakau Moraes, mostro a prevenção que desenvolvo em Rio das Pedras.


Por Kakau Moraes

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Incondicional eu sou para atuar na prevenção!




















E difícil falar fazer atuar e mobilizar pessoas. Mais não é impossível! Descobri que faço isso quase bem!
Embora às vezes bata uma ‘vergonha” mais nada que me descontrola.
Acho importante a prevenção de modo que é necessário molda lá a padrões e pessoas.
Atuar na prevenção é a cima de tudo respeitar valores e isso fui aprendendo muito rápido.
Hoje sou mobilizadora e multiplicadora de prevenção no projeto Babadão (Pela Vidda)
Confesso que quando Marcio Villard me convidou fiquei com medo e me questionando o que eu poderia oferecer para desenvolver bem a tarefa de multiplicadora de prevenção para Boys e Dregs. Sou a única mulher do grupo e fico honrada por isso embora todos dizem que sou trans dregs e travesti nada disso me incomoda porque sou gente! E isso que faz a diferença.O importante e que posso ser e o quero ser. Independete de qualquer coisa. Para mim tem sido uma grande e valiosa experiência ser do Babadão. Inclusive esta contribuindo com meu pessoal e profissional. Fui eleita revelação do projeto e isso me da forças pra seguir com mais garra e determinação. Quem disse que elogios e valorização não contribuem com a auto estima esta enganado.
E se eu posso fazer isso que eu faça com perfeição e que as pessoas acreditem que prevenção é tudão!

Se eu morresse hoje!
Deixaria para meu povo
Um pouco das minhas alegrias
das tristezas das minhas vitórias um pouco do saber das derrotas
deixaria minhas lagrimas minha dor meu aprendizado meu querer meu saber. O Meu amar!
Se hoje eu morresse morria feliz porque a semente do amor eu plantei germinei e sei
que muitos regarão. E que a semente florescerá.
Porque viver não é só fazer a diferença mais sim entende lá.


Por Kakau Moraes.